19
fev
10

Hackers: Vilão ou Mocinho? De quem é a culpa?

Hoje pela manhã eu comecei a ler uma matéria divulgada no site Inovação Tecnológica que achei interessante: “Hackers: Filmes desmentem estereótipo divulgado pela mídia”. A matéria é interessante, achei uma boa idéia divulgar por aqui, espero que apreciem. Segue matéria abaixo:

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Hackers: Filmes desmentem estereótipo divulgado pela mídia

Hackers: Filmes desmentem estereótipo divulgado pela mídia

No filme Independence Day, o hacker interpretado por Jeff Goldblum coloca um vírus nos computadores da nave alienígena. Não há referência sobre o sistema operacional que os ETs usavam.[Imagem: Divulgação]

Estereótipo do hacker

Normalmente, quando ouvimos a palavra hacker, imaginamos um adolescente problemático, passando horas à frente de um monitor de computador, teclando com a destreza de um funcionário de cartório e sempre tentando quebrar algum sistema de segurança.

Mas este é apenas um dos lados da história: esses são os chamados hackers do "lado escuro" da Força.

Existem também os hackers que estão do "lado da luz", tão hábeis em computadores quanto seus colegas mais revoltados, mas que se divertem em compreender os meandros da informática em busca de novos aprendizados.

Hacker versus cracker

A rigor, hacker é um termo que nasceu para designar esse pessoal do bem, enquanto o termo cracker designaria a turma do lado escuro.

Mas o mau uso dos termos pela imprensa já fez o seu trabalho de desinformação, e agora é virtualmente impossível alterar o significado das palavras já incorporado pela população.

Essa ambigüidade resulta em confusão sobre o que os hackers fazem e o que os motiva.

Na tentativa de esconder os próprios erros, a imprensa geralmente aponta os filmes como os grandes culpados pela criação dessa visão negativa dos hackers.

Mas será que os filmes têm realmente culpa?

Hackers nos filmes

O professor Damian Gordon, do Instituto de Tecnologia de Dublin, na Irlanda, não está tão certo disso. Munido de pipoca suficiente, ele se debruçou sobre filmes de ação dos últimos 40 anos para descobrir como os hackers, crackers e outras categorias de infomaníacos são retratados nas telonas e nas telinhas.

Os resultados são muito interessantes.

Gordon analisou os personagens e as tramas de filmes de ação – não-documentários – a partir de 1968, do clássico A Máquina dos Milhões, de Peter Ustinov, a Duro de Matar 4, Independence Day e Matrix.

No total, Gordon selecionou 50 filmes nos quais um personagem essencial para a trama está envolvido com o "uso avançado da informática" – o chamado hacking, que só pode ser definido como aquilo que os hackers fazem.

Na lista estão 8 filmes especificamente sobre hackers, 5 sobre roubos, 18 com participações heróicas do infomaníaco, 15 de ficção científica e 4 sobre tramas da vida real. No conjunto, havia 60 personagens que atendiam aos requisitos para serem chamados de hackers.

21 hackers foram retratadas como tendo 25 anos de idade ou menos, 37 hackers foram retratadas na faixa entre 25 e 50 anos, e apenas 2 já haviam atingido a idade da sabedoria-hacker, com idades de 50 e 75 anos.

Do ponto de vista da ocupação, 19 personagens hackers trabalhavam na indústria de informática, 17 eram hackers em tempo integral, 12 eram estudantes e 12 eram hackers de meio-período, tendo outras profissões.

Moral Hacker

Mas a estatística mais reveladora surge quando se olha a mensagem moral que os filmes passam sobre os hackers: 44 hackers (73%) são do bem e apenas 10 (17%) são do mau.

A conclusão do pesquisador vai muito além de uma análise da arte ou de uma crítica de cinema.

Segundo ele, o estereótipo do hacker que agora já permeia a cultura popular é extremamente deletério e danoso e pode até mesmo cegar os políticos e outros tomadores de decisão para as verdadeiras ameaças para a segurança dos sistemas de informática e de comunicações.

O preconceito pode ainda reduzir os níveis de alfabetização científica e aprendizado da informática, impondo limites muito estreitos para os níveis de conhecimento que as próprias pessoas se imporão sob o risco de serem vistas como profissionais bisbilhoteiros, "perigosos" e até "do mal".

Educação jornalística

Quanto à cobertura da imprensa sobre o assunto, fica evidente a partir da análise de Gordon que a imagem do hacker presente na cultura popular, como sendo um adolescente esquisito fechado em seu quarto, não está sendo gerado a partir dos filmes.

"Na verdade, a maioria dos hackers que aparecem nos filmes são caras bons, entre 25 e 50 anos, que trabalham na indústria da computação ou são hackers em tempo integral," diz o pesquisador.

Isto corresponde à definição que os hackers fazem deles próprios, e não ao estereótipo popular. Segundo Gordon, isto pode ajudar a comunidade dos hackers boa-gente a varrer o estereótipo para baixo dos jornais velhos.

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Fonte: Inovação Tecnológica

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